26 jun
2015

Prova – ACH3636 – Sem. Políticas Setoriais I – Políticas de TIC

ACH 3636 – Seminários de Políticas Públicas Setoriais I – Políticas de Tecnologia da Informação e Comunicação

Prof. José Carlos Vaz e Prof. Martin Jayo

Prova – 2015

ESCOLHA QUATRO DENTRE AS QUESTÕES ABAIXO (peso: 2,5 pontos cada uma)

1- Cunha e Miranda (2013), subdividem os investimentos governamentais em TI em 3 grandes grupos (e-administração, e-serviços e e-democracia), mas ao mesmo tempo ressaltam que a agenda de preocupações governamentais com TIC deve extrapolar essas grupos. Por quê? Baseie sua resposta no texto de Cunha e Miranda, e também no discutido em aula.

2- O uso cada vez mais generalizado de tecnologias de informação e comunicação impõe desafios ambientais. Em que consistem esses desafios? De que forma o discurso de TI Verde propõe lidar com eles?

3- Projetos de ICT4D são por vezes acusados de portarem visões deterministas de tecnologia. No que consiste essa crítica? Por que ela é feita a esse tipo de projeto?

4 – As mudanças tecnológicas mais recentes criam novos padrões de utilização da TI. De que maneira esses novos padrões e tecnologias afetam a governança eletrônica no tocante ao controle social e a participação social na gestão pública?

5 – Quais são os principais problemas enfrentados pela gestão de TI no Estado brasileiro? Quais são as causas desses problemas?

6 – Quais são as principais decisões e dilemas enfrentados na formulação de uma política de acesso à Internet em nível nacional e em nível local?

22 jun
2015

GPTI – 2015 – Encerramento do semestre

Prezados e prezadas alunos e alunas,

O dia 26 fica reservado para finalização dos trabalhos. O Daniel (monitor) estará disponível, no horário de aula, para ajudar com o uso do software. No período da manhã, estará disponível a partir das 10h e no noturno às 19h.

Os trabalhos deverão ser entregues e apresentados no dia 3 de julho próximo. Quem estiver participando da viagem ao Uruguai não precisará participar da apresentação do trabalho do seu grupo.

Caso algum grupo tenha TODOS os membros participando da viagem, peço que me avisem, para que não sejam prejudicados.

As notas deverão ser divulgadas no dia 10.

 

13 jun
2015

ACH3636 – Sem. Políticas Setoriais I – TIC – 2015- Encerramento do semestre

Manhã:
– Não teremos aula em 25 de junho.
– O conteúdo da prova não abrangerá os temas excluídos (vide programa).
– No dia 25 de junho será divulgado o conteúdo da prova, aqui no blog.
– Prova deverá ser feita no dia 2 de julho em sala (com consulta), ou entregue até o dia 7 de julho via e-mail.
– Trabalho final (em grupo) deverá ser enviado por e-mail até 7 de julho.

Noite:
– Teremos a última aula no dia 22  de junho.
– O conteúdo da prova não abrangerá os temas excluídos (vide programa).
– No dia 25 de junho será divulgado o conteúdo da prova
– Prova deverá ser feita no dia 29 de junho em sala (com consulta), ou entregue até o dia 10 de julho via e-mail.
– Trabalho final (em grupo) deverá ser enviado por e-mail até 10 de julho.

10 jun
2015

Estrutura dos trabalhos de redesenho de processos – GPTI 2015

Trabalhos escritos

A estrutura a ser seguida no trabalho escrito é apresentada abaixo:

  • Sumário executivo do trabalho: em uma página, apresentar o objetivo do trabalho, uma breve explicação sobre o processo escolhido, uma síntese das disfunções e uma visão geral das melhorias propostas (um parágrafo para cada item).
  • Identificação e caracterização do processo, incluindo: nome do processo; objetivo do processo; evento de disparo; evento de término; clientes; necessidades dos clientes; fornecedores; entradas; saídas.
  • Mapa de relacionamento dos macroprocessos da organização (diagrama zoom 1 e 2): identificação do processo escolhido nos macroprocessos; relação entre os macroprocessos; identificação dos clientes e fornecedores; identificação de variáveis ambientais e atores externos.
  • Fluxograma (diagrama zoom 3) com representação gráfica do processo como é operado atualmente e eventuais anexos (cópias de formulários, impressões de tela etc.).
  • Lista de disfunções encontradas, com priorização, se for o caso. Indicar os impactos negativos das disfunções.
  • Caracterização do processo proposto, incluindo  eventos de disparo e término,  entradas e saídas, fornecedores e clientes, objetivos do novo processo.
  •  Indicadores de desempenho do novo processo propostos.
  • Lista de melhorias propostas. Se possível, relacionem-nas com as disfunções (“melhoria A atende à disfunção 2″).
  • Recursos de TI necessários (tecnologias a empregar)
  • Representação gráfica do processo após melhorias (fluxograma do processo proposto).
  • Estratégia de implantação das melhorias.

O trabalho deve ser apresentado da forma mais objetiva possível. Evitem textos longos e descritivos. Dêem prioridade a tabelas e representações gráficas.

Não será exigido um formato único de fluxograma. Em contrapartida, deve ser feita uma legenda para garantir a legibilidade dos fluxogramas.

 

7 mai
2015

GPTI – 2015 – Programa

UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO

Escola de Artes, Ciências e Humanidades

 

ACH3515 – Gestão de Processos e Tecnologia de Informação

Programa da disciplina – 1º semestre 2015

Prof. José Carlos Vaz
Prof. Martin Jayo

 

Objetivos da disciplina

  • Desenvolver nos alunos a capacidade de participar em processos decisórios relacionados ao desenho (ou redesenho) de processos de trabalho e ao uso da tecnologia da informação, no campo da gestão pública.

  • Desenvolver conhecimentos em gestão de Tecnologia da Informação, com ênfase em seu uso estratégico na gestão de políticas públicas.

 

Metodologia

O curso está dividido em dois blocos temáticos (“TecnoIogia de Informação nas organizações e na sociedade” e “Gestão e Redesenho de Processos”). Será ministrado por meio de aulas teórico-expositivas e também através de exercícios práticos em grupo, orientados pelos professores.

A frequência às aulas, a leitura do material bibliográfico e a participação ativa dos alunos nas atividades em sala e extra-classe são fundamentais para o aproveitamento do curso.

Avaliação

Os alunos serão avaliados por uma prova individual ao final do Bloco 1 e por um trabalho em grupo (exercício de redesenho de processo) em que aplicarão os conceitos estudados nos Blocos 1 e 2. Exercícios em sala de aula também comporão a nota final:

  • Prova individual referente ao Bloco 1: 40%

  • Trabalho em grupo no Bloco 2: 40%

  • Exercícios realizados em sala: 20%

Programação das aulas

Aula

Tópico

Leitura obrigatória*

Professor

27/2

Apresentação da disciplina

-

Jayo

Bloco 1 – Tecnologia de informação nas organizações e na sociedade

6/3

  • Sistemas de informação: conceito, componentes, dimensões

  • Exercício em sala: discussão de caso

Laudon & Laudon,
Gouveia & Ranito

Jayo

13/3

  • Tipos” de SI e suas aplicações gerenciais: dos sistemas de processamento de transações aos sistemas integrados

Laudon & Laudon,
Gouveia & Ranito

Jayo

20/3

  • A gestão da TI na organização: desenvolvimento e implantação de sistemas de informação

  • Exercício em sala: discussão de caso

Laudon & Laudon,
Gouveia & Ranito

Jayo

27/3

  • Questões éticas no uso de sistemas de informação pelas organizações e pelo governo

  • Exercício em aula: discussão de caso

Laudon & Laudon,
Gouveia & Ranito

Jayo

10/4

  • A TI para além das organizações: TI e governo, TI e democracia, Inclusão digital

Cunha e Miranda (2008)
Colombo (2006)
Sorj e Guedes (2005)

Jayo

17/4

  • Continuação

24/4

  • Prova referente ao Bloco 1

Jayo

Bloco 2 – Gestão e redesenho de processos

8/5

  • Processos: conceitos básicos

  • Discussão: escolha de um processo para o trabalho do Bloco 2 (Redesenho de Processos)

Vaz(2008)
Laurindo & Rotondaro (2006)

Vaz

15/5

  • Os processos e a importância da Tecnologia da Informação

Vaz(2008)
Gonçalves (2000)

Vaz

22/5

  • Mapeamento e análise de processos

  • Orientação para elaboração do trabalho referente ao Bloco 2

Vaz (2008);
Laurindo & Rotondaro (2006)

Vaz

27/5

  • Mapeamento e análise de processos

  • Acompanhamento da elaboração dos trabalhos

Vaz (2008)
Laurindo & Rotondaro (2006)

Vaz

12/6

  • Conceitos de Redesenho de processos

  • Acompanhamento da elaboração dos trabalhos

Vaz (2008);
Laurindo & Rotondaro (2006)

Vaz

19/6

  • Acompanhamento da elaboração dos trabalhos

Vaz (2008);
Laurindo & Rotondaro (2006)

Vaz

26/6

  • Apresentação e discussão dos trabalhos em gupo

Vaz

3/7

  • Discussão dos resultados das avaliações

Jayo e Vaz

10/7

  • Prova de recuperação

Bibliografia

COLOMBO, C. (2006). Innovación democrática y TIC: ¿Hacia una democracia participativa? Revista de Estudios de Derecho y Ciencia Política, vol. 3. Disponível em www.uoc.edu/idp/3/dt/esp/colombo.pdf

CUNHA, M.A.V.C.; MIRANDA, P.R.M. (2008). Uso e implicações sociais das TIC pelos governos no Brasil. Anais do Enanpad 2008. Disponível em www.anpad.org.br/diversos/trabalhos/EnANPAD/enanpad_2008/ADI/2008_ADIC1743.pdf

DAVENPORT, T. Reengenharia de processos. São Paulo: Campus, 1994.

FOUNTAIN, J.. Construindo um Estado virtual: tecnologia da informação e mudança institucional. Brasília, ENAP, 2005.

GOUVEIA, Luís Borges; RANITO, João (2004). Sistemas de Informação de Apoio à Gestão. Porto: Sociedade Portuguesa de Inovação. Disponível em www2.spi.pt/inovaut/docs/Manual_VII.pdf

GONÇALVES, J.E.L. As empresas são grandes coleções de processos. RAE – Revista de Administração de Empresas • Jan./Mar. 2000 Disponível em http://www.scielo.br/pdf/rae/v40n1/v40n1a02

LAUDON, K. C.; LAUDON, J.P. Sistemas de Informações Gerenciais. São Paulo: Pearson. 5ª edição (2004) ou 7ª edição (2007).

LAURINDO ,F. & R. ROTONDARO (orgs.), Gestão Integrada de processos e da TI. S. Paulo: Atlas, 2006. Capítulos 1 a 3.

SORJ, B.; GUEDES, L.E. (2005). Exclusão digital: problemas conceituais, evidências empíricas e políticas públicas. Novos Estudos nº 72, junho.

VAZ, J.C. (2008). Processos de trabalho no setor público: gestão e redesenho. Disponível em http://vaz.blog.br/blog/wp-content/uploads/2011/05/texto-revisaoprocessos-revisado1.pdf

25 abr
2015

Ciclo de Formação em Governo Aberto

USP, FGV, UFABC e São Paulo Aberta convidam os alunos a participarem do Ciclo de Formação em Governo Aberto

image003120 vagas estão disponíveis para estudantes das universidades; inscrições devem ser feitas até 30/04

 

Convidamos os alunos do curso de Gestão de Políticas Públicas e outros interessados a participarem do Ciclo de Formação em Governo Aberto que começa no dia 04/05. São 260 vagas no total sendo 80 destinadas aos movimentos sociais, 60 vagas abertas e 120 para os estudantes das universidades USP, FGV e UFABC. O prazo para inscrições é 30/04 e devem ser feitas aqui

O Ciclo de Formação em Governo Aberto tem por objetivo promover a interação entre as universidades e movimentos sociais para refletir sobre os eixos de governo aberto. Serão, ao todo, cinco debates que abarcarão palestras e discussões sobre participação social, transparência, inovação tecnológica, accountability e governo aberto.

O primeiro tema “Participação Social” será dia 04/05, das 14h às 17h, no Centro Cultural São Paulo, estação Vergueiro do metrô. O debate contará com a professora Úrsula Peres, da USP, e  o professor Wagner Romão, da Unicamp. Nas etapas seguintes, deverão participar. os professores Fernando Abrucio e Marco Antonio Teixeira (FGV), Gabriela Lotta e Sérgio Amadeu da Silveira (UFABC), Jorge Machado e José Carlos Vaz (USP), além de dirigentes municipais

O evento terá transmissão ao vivo pelo portal www.saopauloaberta.prefeitura.sp.gov.br

 

Mais informações, clique aqui.

 

Equipe São Paulo Aberta

 

5 mar
2015

Dados Governamentais Abertos e o ciclo virtuoso de uso de dados e informações públicas

Nicola Facchinetti: Lagoa Rodrigo de Freitas, Rio de Janeiro, ca. 1884. Museu Nacional de Belas Artes

Nicola Facchinetti: Lagoa Rodrigo de Freitas, Rio de Janeiro, ca. 1884. Museu Nacional de Belas Artes

Dados Governamentais Abertos e o ciclo virtuoso de uso de dados e informações públicas para o controle social, melhoria dos serviços públicos e desenvolvimento da economia: Estudo de Caso da Cidade do Rio de Janeiro.

Artigo de Ricardo Matheus, José Carlos Vaz e Manuella Maia Ribeiro.

Publicado em Anais do WTRANS14 – Workshop de Transparência em Sistemas, Londrina, 2014, Maio 28, 2014

Este artigo tem como objetivo preencher uma lacuna
observada na bibliografia a respeito do ciclo de uso de dados e informação
disponibilizada por governos e utilizadas por cidadãos e empresas a partir da
comparação com a bibliografia especializada. A metodologia consiste em um
estudo de caso único, a cidade do Rio de Janeiro, com revisão de literatura da
área de dados abertos e governo eletrônico, seguido de um estudo
exploratório dos portais de dados abertos e da política de dados abertos do
município carioca.

Clique aqui para fazer o download do artigo.

4 mar
2015

III Workshop de Transparência em Sistemas (WTRANS)

Neste ano, mais uma vez teremos o Workshop de Transparência em Sistemas (WTRANS). Acontecerá durante o XIV Congresso Brasileiro de Qualidade de Software, entre 10 e 14 de agosto (a data específica do workshop ainda será definida, dentro do período do congresso).

Trata-se de um evento voltado para a discussão dos desafios colocados pela crescente pressão por transparência, tanto para o uso de sistemas para prover transparência, como na própria arquitetura dos sistemas que devem ser transparentes.

O objetivo desse workshop é procurar agregar diferentes pesquisadores com interesse tanto em Ciência da Computação, como em outras áreas, no sentido de discutir como tratar os  desafios, para nortear a criação de tecnologias que deem efetivo apoio na evolução de sistemas na direção da transparência.

O workshop é boa oportunidade para promover o encontro de pesquisadores na área da tecnologia com aqueles que pesquisam aplicações e efeitos da tecnologia nos diversos aspectos da sociedade, inclusive na Administração Pública e nas relações Estado-Sociedade.

Participei das edições anteriores, juntamente com os companheiros do GETIP – Grupo de Pesquisa em Tecnologia e Inovação na Gestão Pública, Manuella Maia Ribeiro e Ricardo Matheus. Clique aqui para ver os artigos nos anais dos workshops de 2013 e 2014.

Datas Importantes:

Registro do artigo (submissão do resumo): 03/05/2015

Registro do artigo completo: 10/05/ 2015

Período de discussão: 11/05 a 06/06/2015

Notificação de aceite: 07/06/ 2015

Versão final do artigo: 14/06/2015

 

Clique aqui para mais informações.

23 fev
2015

ACH3636 – Seminário de Políticas Públicas Setoriais I – Políticas de Tecnologia da Informação e Comunicação

Disciplina: ACH3636 – Seminário de Políticas Públicas Setoriais I – Políticas de Tecnologia da Informação e Comunicação

Primeiro semestre de 2015

Professores: Martin Jayo e José Carlos Vaz

Horário:

Matutino: Quintas-feiras, das 8h às 12h (sala 236)

Noturno: Segundas-feiras, das 19h às 20h45 (sala 114)

PROGRAMA

A.  Contextualização/fundamentação (Jayo)

- Entendendo o conceito de tecnologia: variável exógena ou artefato social?

Leitura: Rogers (1962); Paulics (2003, cap.1) Pinch e Bijker (1984) e Jayo (2010 cap.3)

- Tecnologias de informação e comunicação:  sua evolução e seus níveis de análise: indivíduo, organização, sociedade

Pozzebon et al. (2009), Jayo (2010 cap.3)

B. TICs como objeto de políticas públicas (Vaz)

TICs como direito: inclusão digital e políticas de acesso à internet

Leitura: ROSA (2013)

TICs como infraestrutura para o desenvolvimento e a soberania nacional/ Políticas de telefonia e telecomunicações

Leitura: COELHO (2010)

Políticas públicas no contexto da convergência tecnológica e tecnologias emergentes (TV digital, rádio digital, mobilidade, internet das coisas, etc)

Leitura: SANTAELLA (2013)

Políticas de democratização da mídia e acesso à informação

Leitura: Plataforma para um novo Marco Regulatório das Comunicações no Brasil (2011) e Campanha Para Expressar a Liberdade (2015).

C. TICs como elemento estruturador de políticas públicas (Jayo)

Políticas de desenvolvimento: discurso de ICT4D
Leitura: Avgeru (2003)

Políticas de meio-ambiente: TI Verde

Leitura: Jayo e Valente (2010), Lunardi et al. (2011)

TIC e gestão de desastres

Discussão em sala: Caso da Defesa Civil-SP

TIC e políticas sociais: transferências de renda, inclusão financeira

Discussão em sala: Caso de Autazes
Leitura: Jayo (2010 p.112-127), Diniz et al (2012)

Outras políticas públicas: exemplos em educação, saúde, etc

Exercício em sala

Leituras a definir

 

D. TIC como capacidade estatal (Vaz)

Autonomia vs dependência tecnológica no setor público

Leitura: TCU (2015)

Política de informação governamental e governança eletrônica

Leitura: MATHEUS, RIBEIRO & VAZ (2014)

Governança da Internet brasileira e mundial (excluído)

Leitura: NET MUNDIAL (2014); GATTO, MOREIRAS & GETSCHKO (2009)

E. Aspectos éticos e regulatórios no uso de TIC (excluído)

Sigilo e privacidade, propriedade intelectual, responsabilização

Marco civil da Internet
Leituras a definir

AVALIAÇÃO

Prova individual (40 %)

Exercícios realizados em sala de aula ao longo do semestre (35 %)

Trabalho em grupo (25%). O trabalho deverá analisar um tema relacionado aos tópicos abordados ao longo da disciplina, de forma a identificar os principais desafios do ponto de vista das políticas públicas. Deverá ser estruturado da seguinte maneira:

  • Introdução e justificativa do tema

  • Contextualização: dados, ambiente regulatório, atores e interesses envolvidos

  • Situação atual das políticas públicas relacionadas ao tema

  • Análise dos principais problemas enfrentados

  • Propostas e possibilidades de superação dos problemas

BIBLIOGRAFIA

AVGEROU, C. (2003). The link between ICT and economic growth in the discourse of development. In: KORPELA, M. et al. (2003), Organizational information systems in the context of globalization. New York: Springer, pp.373-386

COELHO, F. (2010) In: SILVEIRA, S. A. Cidadania e redes digitais. São Paulo: Comitê Gestor da Internet no Brasil, 2010. Disponível em http://cgi.br/publicacao/cidadania-e-redes-digitais/

GATTO, R., MOREIRAS, A., GETSCHKO, D. (2009) Governança da Internet:

conceitos, evolução e abrangência. SBRC 2009 : 27º Simpósio Brasileiro de Redes de Computadores e Sistemas Distribuídos. Disponível em: http://www.lbd.dcc.ufmg.br/colecoes/sbrc/2009/081.pdf

DINIZ, E.H.; BIROCCHI, R.; POZZEBON. M. (2011). Triggers and barriers to financial inclusion: The use of ICT-based branchless banking in an Amazon county. Electronic Commerce Research and Applicatios v.11 p.484-494

JAYO, M. (2010). Correspndentes bancários como canal de distribuição de serviços finaceiros: Taxonomia, histórico, limites e potencialidades dos modelos de gestão de redes. Tese de doutorado, FGV-EAESP. Disponível em http://bibliotecadigital.fgv.br/dspace/bitstream/handle/10438/8108/71060100670.pdf

JAYO, M.; VALENTE, R. (2010). Por uma TI mais verde. GVexecutivo, São Paulo, vol.9 n.1

LUNARDI, G.; FRIO, R.S; BRUM, M.M. (2011). Tecnologia da Informação e Sustentabilidade: Um estudo sobre a disseminação das práticas de TI Verde nas organizações. Anais do Enanpad 2011.

MATIAS-PEREIRA, J. e KRUGLIANSKAS, I. Gestão de inovação: a lei de inovação tecnológica como ferramenta de apoio às políticas industrial e tecnológica do Brasil. In: RAE-eletrônica, v. 4, n. 2, Art. 18, jul./dez. 2005 . Disponível em http://redalyc.uaemex.mx/redalyc/pdf/2051/205114650003.pdf

MATHEUS, R. ; RIBEIRO, M. M. ; VAZ, J. C. . Brazil Towards Government 2.0: Strategies for Adopting Open Government Data in National and Subnational Governments. In: Imed Boughzala; Marijn Janssen,; Saïd Assar. (Org.). Case Studies in e-Government 2.0: Changing Citizen Relationships. 1ed.Switzerland: Springer, 2014, v. , p. 121-138. Clique aqui para download.

NET MUNDIAL (2014). Declaração Multissetorial. In: Cadernos CGI.br Referências, v. 2. Disponível em http://cgi.br/media/docs/publicacoes/1/CadernosCGIbr_DeclaracaoNETmundial.pdf

PAULICS, Veronika A. T. (2003). A gestão do Programa de Renda Mínima no Brasil. Dissertação de mestrado, FGV-EAESP. Disponível em www.polis.org.br/uploads/1157/1157.pdf

Plataforma para um novo Marco Regulatório das Comunicações no Brasil (2011). Disponível em http://observatoriodaimprensa.com.br/interesse-publico/_plataforma_para_um_novo_marco_regulatorio_das_comunicacoes_no_brasil/

PINCH, T. F.; BIJKER, W. E. (1984). The social construction of facts and artifacts: or how the sociology of science and the sociology of technology might benefit each other”. Disponível em http://sciencepolicy.colorado.edu/students/envs_5110/bijker2.pdf.

Pozzebon, M.; Diniz, E. H.; Jayo, M. (2009). Adapting the structurationist view of technology for studies at the community/societal levels. In Y. K. Dwivedi (Ed.), Handbook of research on contemporary theoretical models in information systems (pp. 18-33). New York: IGI Publishing

ROGERS (1962). Diffusion of Innovations. New York: The Free Press.

ROSA, F. R. (2013) Inclusão Digital como Política Pública: Disputas no Campo dos Direitos Humanos In: SUR – Revista Internacional de Direitos Humanos, n. 18. Disponível em http://www.surjournal.org/conteudos/getArtigo18.php?artigo=18,artigo_03.htm

SANTAELLA, L., GALA, A., POLICARPO, C., GAZONI, R. Desvelando a Internet das Coisas. In: Revista Geminis, Ano 4, v.1, n.2, 2013.

TCU – TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO. Relatório Sistêmico de Fiscalização de Tecnologia da Informação. 2014. . Disponível em http://vaz.blog.br/blog/wp-content/uploads/2015/02/relatTCU2015.pdf

22 dez
2014

Bolsa para pós-doutorado – Gestão de Políticas Públicas

Edital EACH/CPG 81/2014 – Seleção de bolsista de pós-doutorado PNPD/CAPES

O Programa de Pós Graduação em Gestão de Políticas Públicas da EACH/USP seleciona pesquisador nacional ou estrangeiro em nível de Pós Doutorado para bolsa do PNPD/CAPES (Portaria 86/2013).
Atividades a serem realizadas pelo pós doutorando: pesquisa, docência na pós-graduação, co-orientação de projetos de  iniciação científica.

Documentos requeridos, a serem enviados por e-mail para cmagpp-each@usp.br:
1. – projeto de pesquisa;
2. – currículo lattes atualizado
3. – cópia de artigo publicado que melhor represente sua produção intelectual/acadêmica;
4. – comprovante de título de doutor;
5. – cópia de documento de identificação válido.

Critérios de avaliação dos projetos de pesquisa dos candidatos:
– Exequibilidade e
– Aderência em relação a uma das linhas de pesquisa do Programa de Pós-Graduação em Gestão de Políticas Públicas.

Prazo de vigência da bolsa: de 6 a 12 meses, sem prorrogação, com início em março de 2015.

Vagas: 1 (uma).

Prazo de inscrição: 9 a 23 de fevereiro de 2014.

Email para envio dos documentos: cmagpp-each@usp.br

Linhas de Pesquisa:
1. Política, burocracia e administração pública.
2. Administração pública e controle democrático.
3. Formulação e Implementação de políticas sociais.

21 dez
2014

Notas – ACH3708- Sem. de Gestão pública IV – Desafios da gestão municipal em SP

Para ver as notas, clique aqui.

As provas de recuperação acontecerão no dia 29 de janeiro, às 10h, na sala 231 do I-1.

 

 

15 dez
2014

Logística 2014 – Notas

Clique aqui para ver as notas do matutino.

Clique aqui para ver as notas do noturno.

As provas de recuperação acontecerão no dia 29 de janeiro, às 10h e às 19h, na sala 231 do I-1.

 

 

 

Acréscimos/retificações:

 

n. usp 7525825 :

Prova 6,5 Trabalho 6 Exercícios 4,9 Media 5,9

 

1 dez
2014

Qual é o número ideal de ministérios? Façam suas apostas!

Niggaz - Grafite no Beco do Aprendiz, São Paulo s/d

Niggaz – Grafite no Beco do Aprendiz, São Paulo s/d

Volta e meia retorna à discussão a ideia de que temos um número excessivo de ministérios no Brasil.  Em geral, essa discussão traz escondidas duas operações ideológicas: a desconstrução do Estado e a negação da política.

A operação ideológica de desconstrução do Estado baseia-se em propagar a noção de que temos um Estado grande demais, que precisa ser reduzido, pois todo gasto público é ruim, e todo gasto público é ineficiente. Essa operação mistura gastos de diferentes naturezas: os gastos com a gestão do ministério e os gastos com políticas públicas por ele implementadas. Em geral, os primeiros têm um impacto marginal nas finanças públicas e os segundos são mais difíceis de cortar, a menos que renunciemos a ter as políticas públicas.

A negação da política ocorre pela disseminação da ideia de que a política, com suas necessidades de composição e repartição do poder, traz uma série de malefícios ao país que poderiam ser evitados se tivéssemos um governo “mais técnico”.  Essa operação ideológica faz os incautos crerem que existe uma solução técnica para problemas complexos de ordem política, e esconde o fato de que um governo “técnico” também fará política, só que sem o povo e seus representantes eleitos.

Recentemente, concedi uma entrevista ao jornalista Eduardo Herrmann, do Portal Terra, para uma interessante matéria sobre a questão do número de ministérios ideal. A matéria também traz também contribuições de João Veríssimo Romão Netto, pesquisador do Núcleo de Pesquisa de Políticas Públicas da USP, trazendo outros pontos de vista sobre o problema. Por razões de espaço, nem todo o conteúdo da entrevista foi publicado, portanto reproduzo abaixo as perguntas e respostas originais:

- Você vê uma relação direta entre o número de ministérios e a eficiência política?
Não existe relação direta entre número de ministérios entre redução de custos ou maior qualidade das políticas públicas. Essa afirmação parte do princípio que é preciso enxugar o Estado a qualquer custo, o que já se mostrou inadequado, mesmo nos países precursores das reformas neoliberais. A grande iniciativa que tivemos no Brasil de redução de ministérios aconteceu no governo Collor. Foi o desastre mais absoluto. Gerou caos na administração pública e enormes custos para o governo federal.

- Até que ponto é bom, na relação da presidente com seus ministros, que eles não sejam tantos; e até que ponto é boa a descentralização e maior autonomia para eles?
Vai depender de cada caso. Não há uma resposta perfeita. É totalmente desinformado achar que a única forma de gerenciamento e controle é a relação direta da presidente com os ministros. Isso serve para uma padaria pequena, não para uma grande empresa, muito menos para um governo. Há inúmeros mecanismos de controle e coordenação no governo federal. Um ministro pode passar meses sem conversar com a presidente, mas os assuntos do ministério continuam sendo monitorados e encaminhados.

- Crê que algumas pastas (Desenvolvimento Agrário, Pesca, Micro e Pequena Empresa e/ou outras) poderiam ser agregadas a outras para melhorar sua eficiência?
Não. Cortar ministérios não reduz custos significativamente. A menos que você corte o MDA mas também acabe com as políticas destinadas aos agricultores familiares… Aí você corta o Ministério e a política junto. O custo da estrutura própria de um Ministério, em si (gabinete do ministro etc.), é irrisório face ao orçamento federal. O que interessa é o gasto das políticas públicas. Cortar o ministério significa transformá-lo em secretaria de outro ministério. Assim, as decisões passarão a ter mais um nível: o que o ministro do MDA antes decidia, agora o secretário (antigo ministro) precisará passar para o ministro da Agricultura decidir. Ou seja, ao invés de facilitar o processo decisório, agrega-se mais um passo…

- Imagina um número aproximado de ministérios ou alguma outra mudança estrutural que melhoraria a eficiência do poder público?
Não existe número mágico de ministérios. As  grandes mudanças necessárias são o uso mais intensivo de tecnologia e a desburocratização, com redução dos controles sobre procedimentos e simplificação da legislação, especialmente de compras. Com isso, podemos ter 5 ou 50 ministérios.

- Um estudo feito por três físicos da Universidade de Cornell e 2008 sugere que países com até 20 ministérios são mais eficientes. Faz sentido ou essa não é uma questão matemática?
No campo da administração, encontrar o número ideal de subordinados para um dirigente foi objeto de várias pesquisas mas, desde os anos 1960, essa linha de estudo perdeu importância. Chegou-se à conclusão de que a estrutura de uma organização adapta-se em função do tipo de atividade, das condições ambientais etc., sem um número ideal. O que esse estudo encontrou foi uma correlação. Correlação é diferente de causalidade. Esses países com menos ministérios têm outros fatores que, em seu conjunto, levam a uma maior “eficiência”. Mas seria muita ignorância acreditar que bastaria cortar ministérios para se ter eficiência. Se fosse assim, bastaria mudar os sobrenomes Silva para Smith e nosso PIB seria igual ao dos EUA…

21 nov
2014

Estratégias para adoção de Dados Governamentais Abertos no Brasil

Andrew Wyeth, Night Sleeper, 1979

Andrew Wyeth, Night Sleeper, 1979

Acaba de ser publicado capítulo de livro escrito por mim e por Ricardo Matheus e Manuella Maia Ribeiro, pesquisadores do GETIP – Grupo de Estudos em Tecnologia e Inovações na Gestão Pública (e ex-alunos da EACH-USP), abordando as estratégias dos governos brasileiros para utilização de Dados Governamentais Abertos(DGA), em nível nacional e subnacional.

O artigo, intitulado Brazil Towards Government 2.0: Strategies for Adopting Open Government Data in National and Subnational Governments, foi publicado no livro Case Studies in e-Government 2.0: Changing Citizen Relationships. Os organizadores são Imed Boughzala (Institute Mines-Telecom, França), Marijn Janssen (Delft University of Technology, Holanda) e Saïd Assar(Institute Mines-Telecom, França).

O artigo traz uma pesquisa sobre websites brasileiros de DGA, verificando sua adequação a padrões internacionalmente reconhecidos, evidenciando que as iniciativas brasileiras pesquisadas em geral atendem à quase todos os princípios básicos (os chamados Oito Princípios dos DGA) e estão no terceiro estágio da classificação de maturidade de Cinco Estrelas proposta por Tim Barnes-Lee, o que significa que os dados são publicados sob uma licença aberta,  estruturados e legíveis por máquina  e utilizando um formato não proprietário.

O artigo também aborda um tema menos explorado na literatura, a disseminação e incentivo ao uso, e mostra como concursos para desenvolvedores, como os hackathons, têm sido utilizado pelos governos como estratégia para ampliar o uso dos DGA.

Nesse sentido, as iniciativas brasileiras têm buscado estabelecer um círculo virtuoso em que a publicação de DGA, aliada a iniciativas de incentivo a seu uso, produz resultados positivos sobre a transparência da gestão pública e sobre os serviços públicos ou privados baseados em dados governamentais. Estes reutilização dos dados, por sua vez,  fortalece as iniciativas de  publicação de DGA.

Infelizmente, o capítulo não está disponível para download gratuito, mas é possível adquirir o capítulo separadamente para download, ou o livro todo como e-book ou em versão impressa. Clique nos links a seguir para acessar o livro completo no site da Editora Springer ou para ir diretamente ao artigo.

20 nov
2014

Teste: o feriado do Dia da Consciência Negra é mesmo necessário?

Responda o teste abaixo para saber se o Dia da Consciência Negra é um feriado desnecessário. Clicando nas imagens você irá saber a resposta correta. Se precisar fazer isso, realmente este é um feriado sem sentido.

1 – Qual das mulheres abaixo é líder das “donas de casa de Minas Gerais” e qual é líder de um sindicato de empregadas domésticas?

a)

b)

empreg

2 – Qual dos jovens abaixo estuda Medicina na USP (e não precisou de cotas para entrar!) e qual foi morto em chacina na periferia de São Paulo?

a)
djlah

b)
medicina

3 – A charge abaixo, de Angeli, refere-se a qual feriado?

a) Dia do Trabalho
b) Dia da Consciência Negra
c) Dia Internacional da Praia
d) Carnaval

charge

4 – Abaixo há foto de manifestações de duas categorias profissionais: médicos e garis. Quem é quem?

a)
manifesto_medicos (15)

b)

manifest-dos-garis

7 nov
2014

9a. Semana de Gestão de Políticas Públicas

Na semana de 10 a 14 de novembro de 2014 acontecerá a 9a. Semana de Gestão de Políticas Públicas, promovida pelo Centro Acadêmico Hebert de Souza, do Curso de Gestão de Políticas Públicas da EACH-USP.  Haverá atividades pela manhã, à tarde e à noite.

Participarão professores da EACH e de outras instituições, dirigentes públicos e representantes de organizações e movimentos da sociedade civil.

Paralelamente, ocorrerá o 1o. Simpósio Paulista de Qualidade dos Gastos Públicos.

Clique aqui para ver  a programação

posterfotofinal

 

29 out
2014

Um jeito de olhar a Extensão

UM JEITO DE OLHAR A EXTENSÃO

Texto de referência da chapa Eduardo L. Caldas e José Carlos Vaz para a Comissão de Cultura e Extensão da EACH-USP

Inicialmente o nome “Extensão” soa estranho. Deixa a impressão de algo que se estende e a pergunta que fica é a seguinte: se estende de onde para onde? A resposta mais corriqueira é de que se estende da Universidade para a sociedade. Então, a estranheza aumenta porque fica implícito um sentido de separação (da Universidade com a sociedade) e de hierarquização.

Contra essa impressão há um exemplo relevante e histórico da Extensão Universitária no Brasil, amplamente comprometida com a troca de saberes de grupos específicos da sociedade e a universidade, que é o Serviço de Extensão Universitária da Universidade de Recife, dirigido por Paulo Freire.

É com Paulo Freire que a universidade se aproxima dos movimentos populares por meio da alfabetização de adultos e das ferramentas e metodologias necessárias, desenvolvidas e reelaboradas a partir da referida prática. A Extensão, nesta medida, pode ser interpretada como forma de pesquisa-ação por meio da qual o que a ciência mais ortodoxa chama de objeto é transformado em sujeito.

A EACH guarda muitas relações com uma extensão nos moldes do Paulo Freire: tem demanda social, movimentos organizados em torno dela, espaços de abertura à comunidade etc.

Além disso, pela sua constituição, a EACH tem condições de realizar atividades nas oito áreas temáticas definidas pelo Fórum de Pró-Reitores da Extensão das Universidades Públicas Brasileiras (Forproex): comunicação, cultura, direitos humanos e justiça, educação, meio ambiente, saúde, tecnologia de produção, trabalho. Além dessas áreas, há o reconhecimento de outras áreas emergentes, tais como: direito ao meio ambiente saudável e sustentável; direito à informação e à comunicação livres e qualificadas; direito de apropriação e geração de novas tecnologias.

No entanto, a tensão entre a Extensão que se estende e a Extensão que dialoga parece continuar presente na Universidade brasileira e também na EACH. Queremos nos posicionar, claramente, do lado da Extensão que dialoga e se aproxima da sociedade.

Em decorrência desta compreensão da Extensão, propomo-nos a atuar na CCEX a partir dos seguintes posicionamentos:

  1. A Extensão é um dos “tripés” da atividade acadêmica e não deve ser visto de forma isolada e/ou apartada dos outros dois. Nesta medida, a Extensão acadêmica é uma cultura, uma prática, um compromisso que deve ser tratado como elemento central da identidade da EACH.
  2. A Extensão é uma das portas da Universidade a partir das quais se estabelece o diálogo com a sociedade, para construir agendas conjuntas e não somente atender demandas ou impor atividades previamente pensadas. Nesta medida, defendemos que sejam priorizadas e valorizadas as atividades de Extensão que não vejam o outro como “objeto” ou “receptáculo” de algum projeto previamente concebido, mas reconhece no outro um sujeito de direitos e deveres, um portador de valores, culturas e saberes tão legítimos quanto àqueles derivados do saber acadêmico e erudito.
  3. A Extensão é o espaço da troca e da partilha, por meio do qual é possível e desejável construir a relação de compartilhamento do conhecimento acadêmico, científico e tecnológico produzidos na universidade com os conhecimentos e saberes de que são titulares as muitas parcelas da sociedade. Nesta medida, ao realizar a Extensão como troca e partilha, tem-se a oportunidade de exercitar o que é mais caro à ciência: a observação. Portanto, defendemos que as atividades de Extensão precisam aproximar-se das atividades de pesquisa.
  4. A Extensão é um espaço de esforço para o exercício da interdisciplinaridade. Nesse sentido, ela é vital para o sucesso do projeto da EACH, inclusive na sua articulação com as atividades de ensino.
  5. Na prática, a Extensão é menosprezada pelo aparato institucional que nos cerca, o que desestimula a participação dos docentes nas atividades de Extensão. Nosso compromisso é defender um aumento do estímulo, visibilidade e reconhecimento das atividades de Extensão na EACH, inclusive no que diz respeito à sua valorização pela carreira docente e ao envolvimento de servidores não-docentes e estudantes.
  6. Entendemos que a CCEx deve ter um papel ativo na promoção das atividades de Extensão, criando condições para sua ampliação. Não pode ser reduzida a uma instância burocrática de aprovação de projetos e bolsas. Pretendemos atuar na CCEx de forma a promover um debate aberto sobre a Estratégia de Extensão da EACH, que vá presidir ações de mapeamento de oportunidades, articulação de parcerias e busca ativa de fontes de financiamento das atividades de Extensão.
  7. A vitalidade que pretendemos dar à CCEx exige uma representação atuante e disposta a conduzir e articular diálogos. Para isso, julgamos importante promover debates e consultas prévias e estruturadas aos docentes para tomadas de posicionamento na CCEX.

Referências

FREIRE, Paulo. Extensão ou comunicação? 14ª edição. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2010.

PAULA, João Antônio de. A Extensão universitária: história, conceito e propostas. Interfaces – Revista de Extensão, v. 1, n. 1, p. 05-23, jul./nov. 2013.

19 out
2014

Desculpem, mas só há dois lados

Muito cedo, aprendi que só há dois lados. O mundo é complexo, os problemas têm várias dimensões, em poucos casos existem o absolutamente certo e o absolutamente errado; acredito nisso, mas tenho certeza de que, quando as decisões realmente importantes são colocadas à nossa frente, só há dois lados.

Não se trata de maniqueísmos, trata-se de fazer escolhas. Entre um lado e outro, entre um tipo de futuro e outro, entre um tipo de vida e outra, temos que escolher, ou escolherão por nós. A essas escolhas fundamentais, tudo o mais se subordina.

Stanley Spencer -  Hilda with Bluebells (1955)

Stanley Spencer – Hilda with Bluebells (1955)

Bem jovem, também aprendi que  é impossível ter todas as coisas ao mesmo tempo, por mais que o queiramos e devamos lutar para tê-las. Na hora das escolhas fundamentais, não é razoável espernear e dizer que se quer tudo, pois corremos o risco de ficar sem o mais importante.

Esses princípios eu os uso para muitas decisões. Por exemplo, entre ficar ao lado dos que lutam contra a homofobia e aqueles que pregam a discriminação e incitam a violência contra os gays, eu sei de que lado me posicionar. Jamais sujaria minha vida, colocando-me ao lado dos homofóbicos que inundam nosso país. Se Feliciano e Malafaia estão de um lado, o meu lugar é o outro.

Igualmente, não posso sentir-me bem se estiver do mesmo lado de quem trata com desprezo quem é de outro lugar. Como poderia viver sem repugnar-me, se estivesse do mesmo lado daqueles que chamam os nordestinos de gente inferior e desinformada, apenas porque não abaixam a cabeça para sua vontade senhorial? Não, com essa gente, não posso jamais me colocar, o meu lado será sempre o outro.

E os que praticam o racismo, então? Não quero estar do mesmo lado nem daqueles que o praticam em suas formas mais veladas. Como poderia fazer parte de um partido que não elege um único parlamentar negro ou indígena, ou estar ao lado de quem vai à justiça contra as ações afirmativas, como as cotas, que estão permitindo mudar a face dos alunos das universidades brasileiras, corrigindo um erro histórico? Elas não serão mais necessárias quando não conseguirmos mais distiguir, pela cor da pele, se dois grupos de jovens são de alunos de universidades públicas ou de vítimas da violência policial e do narcotráfico nas periferias.

Nos aviões que tomo, vejo também muita gente em cujo lado não quero estar. Os distinguo pela cara de nojo que fazem quando algum trabalhador, pessoa simples e de poucos recursos, com cara de pobre (e rosto normalmente mais escuro) viaja a seu lado, para (seu) infortúnio. Não sei fazer essa cara de nojo; fico feliz ao ver que as pessoas pobres podem visitar os parentes, ou simplesmente passear nas férias. Não tenho medo nem inveja do sucesso dos mais pobres, ele me faz feliz.

E não me incomodo com o sucesso dos outros, porque não ando na vida à cata ou em defesa de privilégios, que nunca os tive muitos. Por isso, não me incomodou a nova legislação do trabalho doméstico, e sua promulgação não me flagrou como um neosinhozinho. Não, recuso-me a estar do mesmo lado de quem reclama porque uma pessoa humilde passa a ter direitos, e acha que faz um favor por dar emprego mal-pago a uma mulher pobre a quem nega, muitas vezes, um prato de comida durante o trabalho. Seguramente, não estou do mesmo lado dessa gente, e não colocarei no meu carro o mesmo adesivo eleitoral que colocam no deles. Para mim, a Lei Áurea foi pouco. Para eles, teria sido demais, se vivessem à época…

Nem posso dizer-me aliado daqueles que submetem as mulheres aos seus ditames religiosos ou, simplesmente, machistas. Não sou da mesma turma dos que querem mandar no corpo alheio, e que não se importam que milhares de mulheres morram em abortos clandestinos, todos os anos. Essas mulheres também são gente, não são uma ideia abstrata de moral. Depois de mortas, toda a moral e caridade que as levou à morte não servirá de mais nada. Não, eu não me posiciono desse lado.

Não posso, ainda, deixar-me ficar ao lado daqueles que propõem, demagogicamente, a redução da maioridade penal, e que são os mesmos. Querem tanto evitar o  aborto, mas não se importam que os adolescentes sejam presos e destruídos na cadeia. Não é de espantar que os que defendem a redução da maioridade penal têm, entre seus apoiadores, gente capaz de agredir moralmente e intimidar um cadeirante apenas por ter uma posição política diferente da sua, como aconteceu com Enio Barroso, em São Paulo, há poucos dias (1). Afinal, a alma dessa gente infestou-se de ódio de tal maneira que tudo o que significar destruição do outro lhes será atrativo. Eu me desumanizaria se ficasse ao lado desses semeadores do fascismo.

Todos esses são seres deploráveis, e, definitivamente, quero sempre estar do lado oposto ao deles. Mas há outros, tão igualmente ou mais deploráveis ainda. São os que desprezam os pobres como uma estatística. Dizem, sorridentes: vamos precisar reduzir os salários, vamos precisar aumentar o desemprego. E dizem que será para o bem de quem perder o emprego ou não conseguir mais pagar as contas! Ameaçam, cínicos: temos direitos trabalhistas demais, mas não têm coragem de dizer que precisamos cobrar imposto das grandes fortunas. Não, eu jamais estarei do lado desse tipo de ser que trocou os humanos pelo capital e já não se importa com a miséria e com a falta de emprego e perspectivas, se as taxas de rentabilidade estiverem adequadas.  O meu lado é o outro. É o daqueles que sabem que a dignidade de cada pessoa, especialmente dos mais pobres, é o supremo valor que deve mover a humanidade.

Muitos me perguntarão, indignados:  E a economia? E os casos de corrupção? E isso? E aquilo? Estudei o suficiente para ter boas respostas para essas questões e travar longos debates, mas não são essas as respostas que mais me movem. Prefiro responder, simplesmente, que quero estar do lado que me faz humano, a partir do valor mais humano que podemos compartilhar: a solidariedade.

É por essa razão que não tenho outra alternativa que não seja votar em Dilma Roussef: eu não caminhei até aqui para ser confundido com aquela gente do outro lado, nesta altura da minha vida.

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(1) http://www.revistaforum.com.br/rodrigovianna/plenos-poderes/blogueiro-enio-que-e-cadeirante-foi-agredido-porque-usava-adesivos-de-dilma/

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